
Em 1° de fevereiro de 2024, o mundo se chocava com o anúncio da maior contratação da história da Fórmula 1.
O piloto mais vitorioso de todos os tempos realizava seu sonho de infância ao assinar com a equipe mais condecorada da categoria.
Hamilton deixava a Mercedes em busca do 8º título mundial, enquanto a Ferrari via no britânico a melhor chance de encerrar um jejum de 18 longos anos sem títulos.
O contrato de três anos, válido a partir de 1º de janeiro de 2025, gerou enorme expectativa entre fãs da F1 e, sobretudo, entre os “Tifosi della Ferrari”.
Juntar o maior piloto com a maior equipe da história parecia a combinação perfeita. Não tinha como dar errado, certo?
Bom, as coisas não têm ido como o esperado e, passados os primeiros seis meses da temporada, a parceria tem gerado mais preocupações do que momentos para comemorar.
Em 2025, Hamilton soma 13 GPs, nenhuma pole position, uma vitória em corrida sprint na China e apenas um 4º lugar como melhor resultado em provas principais.
Para complicar ainda mais, seu companheiro de equipe, o monegasco Charles Leclerc, já acumula 5 pódios na temporada, além de uma pole no GP da Hungria.
Mas o que justifica o desempenho abaixo do esperado?
Para responder essa pergunta é preciso entender o contexto da chegada de Hamilton à Ferrari.
Assim como em 2013, quando trocou a McLaren pela Mercedes, Hamilton chega em um momento de transição, com um companheiro já bem estabelecido na equipe.
O regulamento atual já está em vigor há quatro anos, o carro está no estágio final de desenvolvimento e foi construído ao redor de Leclerc, então primeiro piloto da equipe.
Dessa maneira é natural que Hamilton tenha dificuldades diante de seu companheiro. Para fins de comparação, em 2013 Hamilton teve apenas 1 vitória, contra 2 vitórias de Rosberg, seu companheiro de equipe na Mercedes.
Além disso, a adaptação a um novo engenheiro de corrida leva tempo.
Após 11 anos de parceria com Peter Bonnington (o famoso Bono), Hamilton agora conta com a ajuda de Riccardo Adami. A parceria começou conturbada, com discordâncias e troca de farpas durante as corridas.
Expectativa para o resto de temporada e o futuro do heptacampeão
A Fórmula 1 retorna neste fim de semana e, junto com ela, a saga de Hamilton na Ferrari.
Para a segunda metade da temporada, a expectativa é de um piloto mais adaptado ao SF-25, mas sem grandes saltos de competitividade. O próprio Hamilton já admitiu não esperar lutar por vitórias em 2025.
Todavia o futuro ainda pode ser brilhante para o piloto em terras italianas.
Em 2026 um novo regulamento entrará em vigor, o que significa que ele e Leclerc estarão em pé de igualdade em relação ao carro.
Além disso o britânico sempre se mostrou muito presente no desenvolvimento dos carros que pilotou e a tendência é que a Ferrari dê mais ouvidos ao Heptacampeão, afinal Hamilton levou 5 dos últimos 10 Campeonatos disputados, enquanto a Ferrari não sabe o que é ser campeã desde 2007, quando Kimi Räikkönen venceu seu único título na categoria.
Conclusão
Regulamento novo, esperanças novas.
Apesar do início conturbado, Hamilton tem tudo para ser o protagonista do Ressurgimento da Ferrari.
Em 2026 um novo regulamento entra em vigor e, com ele, novas oportunidades se apresentam. O restante da temporada 2025 pode servir como laboratório e ajudar a identificar os pontos fortes e resolver os problemas, além de reconstruir a confiança do Heptacampeão.
Se a Ferrari entregar um carro digno de título, Hamilton pode transformar os problemas iniciais em motivação para escrever mais um capítulo vitorioso na sua brilhante carreira.
