Antonelli, Hadjar, Doohan, Bortoleto, Lawson, Bearman e Colapinto são os calouros da F1 em 2025
Todos os anos, novos nomes são apresentados aos fãs de F1. Foi assim com Vandoorne em 2017, Charles Leclerc em 2018, Lando Norris e George Russell em 2019, e tantos outros que, ano após ano, tentam a sorte no maior palco do automobilismo mundial.
Em 2025 temos sete novatos no grid da Fórmula 1: Kimi Antonelli (Mercedes), Gabriel Bortoleto (Sauber), Isack Hadjar (Racing Bulls), Liam Lawson (Racing Bulls), Franco Colapinto (Alpine), Oliver Bearman (Haas) e Jack Doohan (Alpine).
Tendo passado da metade da temporada, o debate sobre qual calouro vem desempenhando melhor está mais aceso do que nunca, e a gente não poderia ficar de fora dessa conversa.
Vejamos o que cada um entregou nessa primeira metade de campeonato:
Kimi Antonelli
Tido como o novo prodígio do automobilismo, Kimi chegou à Fórmula 1 cercado de expectativas — tanto pelo seu talento quanto pela responsabilidade de substituir o heptacampeão Sir Lewis Hamilton na equipe Mercedes.
O italiano tem mostrado flashes de genialidade ao longo da temporada: foram 5 chegadas na zona de pontuação nas primeiras 6 corridas, além de um pódio no GP do Canadá. Na corrida de estreia, na Austrália, em um GP caótico, conseguiu colocar sua Mercedes em 4° lugar após largar em 16°.
Gabriel Bortoleto
Extremamente talentoso, Gabriel vem ganhando espaço aos poucos. Após impressionar o mundo sendo campeão da F3 e da F2, Bortoleto assinou com a Sauber e vem se destacando em 2025.
Depois de um início complicado, cheio de altos e baixos (destaque para o Q2 em sua estreia na Austrália), Gabriel vem se desenvolvendo e se consolidando como uma das grandes promessas da Fórmula 1 para os próximos anos. Terminou na zona de pontuação em três das últimas quatro corridas, incluindo um impressionante 6° lugar no GP da Hungria.
Isack Hadjar
Vice-campeão da F2 em 2024, tendo disputado o título com Gabriel Bortoleto até a última corrida, Hadjar tem sido uma grata surpresa na F1 em 2025.
Com um bom início de temporada, largando no top 10 em dois GPs e terminando na zona de pontuação em duas ocasiões nas primeiras 6 corridas, Hadjar tem se mostrado um piloto consistente. Com o baixo desempenho de Yuki Tsunoda pela RBR, seu nome já vem sendo especulado para ocupar o segundo assento da equipe.
Liam Lawson
Lawson apareceu na F1 ainda em 2024, tendo feito as últimas 5 corridas daquele ano. Após um desempenho promissor, foi confirmado para o assento da Red Bull em 2025, porém acabou rebaixado para a Racing Bulls depois de apenas 2 GPs disputados.
Na Racing Bulls, Lawson encontrou um ambiente mais favorável e vem se desenvolvendo como piloto. Nas últimas seis corridas conseguiu terminar no top 10 em três ocasiões, incluindo um ótimo 6° lugar na Áustria.
Franco Colapinto
Depois de uma estreia impressionante em 2024, quando levou a Williams à zona de pontuação algumas vezes, incluindo um 8° lugar no GP do Azerbaijão, Colapinto assinou com a Alpine para a temporada 2025 (substituindo Jack Doohan, que correu apenas os 6 primeiros GPs do ano).
A temporada de 2025, contudo, vem sendo uma decepção. Sem pontos marcados, tendo como melhor resultado um 13° lugar, Franco acumula apresentações abaixo da média e pode perder seu lugar na equipe para 2026.
Oliver Bearman
Assim como Lawson, Bearman teve a oportunidade de mostrar seu talento em 2024, antes de assinar para a temporada 2025. Dispotou dois GPs, um pela Ferrari e outro pela Haas, tendo terminado em 7° no GP da Arábia Saudita.
Em 2025, já como titular da Haas, Bearman vem fazendo boas corridas, limitado pela falta de competitividade do carro, e se mantendo no pelotão intermediário do campeonato. Ele já soma três chegadas na zona de pontuação nesta temporada.
Jack Doohan
O patinho feio dos calouros nesta temporada. Foram apenas 6 GPs disputados, sem muito brilho, e logo foi substituído por Franco Colapinto na Alpine.
Na F2 mostrou que tem talento, terminando em 3° no campeonato de 2023, mas ainda não conseguiu mostrar a que veio na F1. A chegada de Briatore à Alpine também contribuiu para sua queda precoce, e Doohan agora espera uma nova oportunidade de correr na categoria.
Conclusão
A temporada 2025 tem sido um prato cheio para quem gosta de acompanhar os novatos na Fórmula 1. Alguns confirmaram as expectativas que carregavam desde as categorias de base. Outros mostram potencial para se firmarem na F1. Enquanto alguns começam a sentir o peso da categoria mais exigente do automobilismo.
Kimi Antonelli desponta como o nome mais sólido dessa nova geração, mostrando maturidade e resultados consistentes logo em sua estreia. Gabriel Bortoleto e Isack Hadjar vêm logo atrás, com boas apresentações e um crescimento notável ao longo do ano.
Oliver Bearman e Liam Lawson também entregam desempenhos interessantes, mas ainda oscilam. Já Franco Colapinto e Jack Doohan vivem momentos complicados e precisam reagir para não ficarem marcados apenas como apostas que não vingaram.
